Voto útil. A dúvida de muitos. O que é isso?

Voto útil. Ele está em pauta e em alta nas redes sociais. Muitos eleitores estão indecisos se aderem ou não ao voto útil. Mas você sabe o que é isso? Sabia que já esteve presente em outros pleitos? Em que condições, ele é ideal para surgir?

O voto útil é quando o eleitor deixa de votar em seu candidato que se enquadra em suas convicções ideológicas ou que se assemelhe ao seu projeto de país, mas que vote em alguém que tenha capacidade de vencer o outro, que representaria um mal maior. Ou seja, vota no candidato que está mais próximo de quem representa esse mal, para que ele não triunfe, ou no caso do pleito brasileiro, que não vá para o segundo turno.

Neste ano, os candidatos a receberem esse voto útil são Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (REDE) são os principais cotados a receberem essa modalidade de voto. Mas pelas pesquisas das últimas semanas, Ciro e Alckmin são os mais cotados a receberem esses votos.

Deixando exemplos claros: se você é um eleitor anti-PT e vê um crescimento de Fernando Haddad na pesquisa, você decide votar ou em Jair Bolsonaro (PSL) ou em Ciro Gomes (hoje, empatado na pesquisa com Haddad) ou em Geraldo Alckmin (PSDB). Se você é um eleitor anti-Bolsonaro, escolhe ou Haddad ou Ciro (o mais cotado para vencer Bolsonaro no segundo turno) ou Alckmin. Se você é anti-PT e PSDB, escolhe Bolsonaro ou Ciro.

Os exemplos são vários, mas reparem que os maiores beneficiados são Ciro e Alckmin. Com Bolsonaro em recuperação, fica difícil prever o cenário que o parlamentar fluminense chegará em 07 de outubro.

O voto útil surge quando o índice de rejeição de determinados candidatos seja alto e que exista uma terceira opção com força o bastante para bater os candidatos. Neste ano, segundo o Datafolha na pesquisa de sexta-feira, Bolsonaro e Haddad estão entre os mais rejeitados (para saber mais, clique aqui).

Assim, segundo pesquisa e análise da MCM Consultores, as principais categorias do voto útil são: contra o PT, contra o Bolsonaro e contra a direita (para saber mais sobre esse relatório, clique aqui).

Voto útil em outras eleições

Nas eleições presidenciais de 2006, na última semana de campanha, Geraldo Alckmin ganhou seis pontos nas pesquisas e fez com que o pleito fosse decidido em segundo turno. O então presidente Lula perdeu 4,7% das intenções de votos. Analistas acreditam que o escândalo dos aloprados do PT, a ausência de Lula no debate da Rede Globo fizeram com que o movimento do voto útil ganhasse força e jogasse a eleição para o segundo turno.

Em 2014, Aécio Neves absorveu parte dos eleitores de Marina Silva, enquanto a então candidata do PSB sofria ofensivas negativas do PT e mostrava fragilidade em uma eventual disputa de segundo turno contra a então presidente Dilma. Aécio cresceu treze pontos na pesquisa, acreditando que o candidato teria mais chances contra Dilma no segundo turno.

Neste ano, a discussão a respeito do voto útil continua em pauta e com o cenário indefinido, a pesquisa que sairá na véspera da eleição e até mesmo a pesquisa boca de urna pode pesar na escolha do eleitor. Definitivamente, vivemos uma eleição completamente diferente das demais.

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