João Amoêdo e o Partido Novo, um dos vencedores da eleição

Em eleições, há vencedores que não, necessariamente, são os mais votados. Isso pode ser para políticos ou partidos. Eles ganham em influência, crescem no cenário político e perante a opinião pública. Pelo menos, são projeções. É claro que Jair Bolsonaro é um dos grandes vitoriosos dessa eleição. Mas, essa vitória, de certa forma, era esperada. Lembremos: em 2014, Aécio Neves, mesmo derrotado, saiu forte das urnas. O cenário mudou, por causa das gravações da JBS em 2017. Ele teve que sair de cena e cair no ostracismo (e só uma vaga na Câmara o manteria com foro privilegiado). Neste ano, tudo indica, quem sai forte das urnas é João Amoêdo e o Partido Novo.

O Partido Novo foi fundado em 2011 e teve o seu registro deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro de 2015. Disputou o primeiro pleito em 2016 e elegeu quatro vereadores (um em Belo Horizonte, um em Porto Alegre, um em São Paulo e um no Rio).

Na primeira eleição geral, que disputa, emplacou oito deputados federais (três por São Paulo, dois por Minas Gerais e um em Santa Catarina, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul), onze deputados estaduais e um distrital (quatro em São Paulo, três em Minas Gerais, dois no Rio de Janeiro, dois no Rio Grande do Sul e um no Distrito Federal) e ainda tem um candidato no segundo turno para o governo do estado de Minas Gerais, Romeu Zema, como favorito para levar o segundo maior colégio eleitoral do país.

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Enquanto isso, João Amoêdo, candidato a presidência, pelo partido, com pouco tempo de TV, sem participar de debates, fazendo campanha apenas pelas redes sociais, conseguiu mais de dois milhões de votos.

É evidente que para um partido que disputa a primeira eleição geral, o resultado é muito bom. Podemos considerar que o partido foi alçado a tamanho resultado pela tendência conservadora que vivemos na sociedade (apesar da plataforma liberal do partido) e por ter características que fogem as tradicionais como a mensalidade paga pelos associados (sim, o formato é semelhante a de um quadro societário), a promessa de não receber os salários quando ocuparem cargos públicos (Romeu Zema assinou, em cartório, a intenção de abrir mão do salário de governador – saiba mais aqui ).

Apoio no segundo turno

Nessa semana, Amoêdo anunciou que não apoiará nenhum dos candidatos a presidência no segundo turno. Podemos considerar que, caso ele anunciasse a alguém, ele teria mais chance de cair em descrédito.

Dessa forma, é observar como Amoêdo e sua trupe irão se comportar nesse período sem eleição. Se será como Aécio Neves e cair em descrédito e no ostracismo ou se vai ganhar mais força. O fato é que podemos considerar o Partido Novo como um dos vencedores das eleições 2018.

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