Fake News: a morte da verdade

O termo da moda: Fake News.  E com ele, a morte da verdade. O corpo dela (da verdade) está em avançado estado de decomposição. Dória em orgia? Fake News. E assim, o corpo sem vida da verdade agoniza. Áudio de Bolsonaro xingando e sendo racista no hospital, em São Paulo? Fake News. Mais uma vez, o caixão com o corpo da verdade desce a cova. Fernando Haddad falando que aos cinco anos, a criança pertence ao Estado e cabe a ele (o Estado) decidir se é menino ou menina? Fake News. E ninguém sabe onde o corpo da verdade está enterrado.

Candidato ao governo de São Paulo, João Dória, participa de orgia? 

Áudio de Bolsonaro em hospital de São Paulo é real? 

Fernando Haddad fala que as crianças pertencem ao Estado?

Estamos no tempo da pós-verdade. Em 2016, essa foi considerada como a palavra do ano pela Universidade de Oxford. A pós-verdade é um substantivo que relaciona ou denota circunstâncias nas quais os fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que o apelo à emoção e a crenças pessoais. Por exemplo: O Nazismo é de direita ou de esquerda? Não importa a explicação de historiadores, mas sim das suas crenças pessoais. Estamos querendo ensinar até mesmo os alemães sobre o nazismo.

Em quem acreditamos? Em quem confiamos? A mentira está vestida de verdade e a verdade está vestida de mentira. As eleições 2018 estão sendo marcadas pelas Fakes News e pelo uso maciço do WhatsApp.

As Fake News são informações noticiosas que não representam a realidade, mas compartilhadas na Internet como se fossem reais e tem como grande veículo de propagação as redes sociais. Um dos objetivos é contribuir para o abalo da imagem da vítima. Elas atraem a atenção do grande público e ganham grande espaço de propagação.

Elas ganham espaço, porque são recebidas, na maioria dos casos, porque são recebidas por pessoas de confiança e tornam os grupos da família no WhatsApp como um grande vetor de envio de Fake News.

Eleições sem precedentes, segundo a OEA

Hoje (25/10), a chefe da missão da OEA, Laura Chinchilla, afirmou que o fenômeno que estamos vendo no Brasil é sem precedentes. Não há registro no mundo de algo semelhante. E para complicar, o WhatsApp é criptogrado, ou seja, as informações são confidenciais e o sistema eleitoral não estava preparado para isso. Está evidente que as autoridades do Tribunal não estavam preparadas para o que está acontecendo.

Um fenômeno sem precedentes

Efeitos

Outro fato que chama a atenção é que a política e as Fake News abalaram relações familiares e de amizade (era de amizade mesmo?) e aumentou a violência (seja ela verbal ou física). A rede social nos dá uma voz e por consequência uma agressividade nunca antes vista.

Essa agressividade está indo para as ruas. Casos no Sri Lanka e Índia causaram problemas gravíssimos e até mesmo mortes. No México, a plataforma Verificado, formado por grande grupo de jornalistas do país, freou os problemas durante a eleição presidencial de lá.

Clique aqui e leia mais sobre os casos do Sri Lanka, Índia e México

Questões que assustam. Em quem acredito? Em quem confio? Aquilo que vejo é real? Estamos vivendo tempos em que parâmetros estão mudando. Mas não se esqueça, nunca, jamais que amigos e famílias estão bem acima de qualquer divergência política e que quando nos deparamos com as diferenças fazem com que a gente cresça e sempre, sempre desconfie do que recebe pelo WhatsApp, porque, somente, assim, vamos ressuscitar a verdade.

Qual foi a briga/bloqueio de hoje?

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