França tomada pelos coletes amarelos

Uma França amarelada. Desde 17 de novembro, os franceses tomaram a rua em protestos e estão deixando o presidente Emmanuel Macron amarelo. A manifestação dos “coletes amarelos” está sendo contra o aumento dos impostos sobre os combustíveis.

As manifestações têm recebido mais de 420 mil pessoas e têm resultado em um número grande de feridos em virtude dos confrontos com a polícia. Os protestos dos coletes amarelos têm sido considerados os mais violentos na França desde 2005.

Por que “coletes amarelos”?

A origem desse nome vem da jaqueta da sinalização de trânsito que, segundo a legislação francesa, todos os carros do país precisam transportar em caso de acidentes. Atualmente, virou símbolo do movimento, que afirma ser organizado pelas redes sociais e sem liderança. Isso dificulta ainda mais a negociação do governo francês.

O que os coletes amarelos da França querem?

O aumento de seis centavos de euro no imposto sobre a gasolina e o diesel, que entraria em vigor em janeiro, foi o estopim para os franceses. A medida foi anunciada pelo presidente Macron, que adotou uma agenda verde. De acordo com o presidente, essa taxação iria contribuir para desestimular o uso de combustíveis fósseis e a emissão de gases poluentes na França.

Ainda neste ano, o governo da França tinha taxado o imposto sobre os combustíveis em sete centavos em meio a uma subida no preço do barril do petróleo no comércio mundial, assim, consequentemente, em Paris, a gasolina chegou a custar € 1,64 por litro, o equivalente a, aproximadamente, R$ 7 no Brasil.

Macron revogou a medida por seis meses cedendo à pressão dos manifestantes após três semanas de intensos protestos. Mas os coletes amarelos afirmam que continuarão a se mobilizar em busca de um melhor custo de vida.

Os protestos começaram no dia 17 de novembro, quando as estradas foram bloqueadas com barricadas. Aproximadamente, 280 mil pessoas nas ruas vestidas com jaquetas fluorescentes de sinalização de trânsito. A manifestação começou na internet, por motoristas do interior francês que precisam de automóveis para se locomover. No dia 24, data do segundo protesto, 106 mil pessoas foram as ruas e acabou com 103 presos.

No último sábado (01), os protestos levaram mais de 166 mil coletes amarelos estiveram nas ruas. Acabou com 206 presos e mais de 400 feridos, além de 130 barricadas e 112 veículos queimados.

Mortes

Desde o início das manifestações, há pelo menos quatro mortos. A primeira vítima foi uma mulher, que foi atropelada por um motorista que entrou em pânico e acelerou quando viu que estava no meio dos coletes amarelos. A vítima mais recente foi uma senhora de 80 anos. Ela fechava as cortinas do seu apartamento quando uma bomba de gás lacrimogênio caiu em sua sala. Foi levada ao hospital, mas morreu na cirurgia.

Apoio da população

Segundo pesquisa de opinião, dois em cada três franceses apoiam as manifestação. Cerca de 78% pensa que as medidas tomadas pelo presidente Macron para limitar o impacto do aumento são insuficientes.

Enquanto isso, a popularidade do presidente continua em queda com o apoio de apenas 23% da população, 6 pontos a menos do que foi registrado na última pesquisa há um mês.

Da mesma forma, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alfinetou o presidente francês e demonstrou o apoio aos coletes amarelos.

Assim, vemos que tanto lá quanto cá, as manifestações chamam a atenção tanto pelos motivos, quanto pela brutalidade.

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1 Resultado

  1. 5 de janeiro de 2019

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