Ceará: a agonia na capital e no interior

Depois de um tempo fora, tenho que usar uma expressão de um amigo. “Voltei”. E a volta é para falar da agonia do Ceará. Sobre a onda de ataques ocorridas no estado. Foram, aproximadamente, 89 ataques na capital Fortaleza e no interior do estado.

Em mais um ano, facções criminosas agitam grandes cidades brasileiras (lembram os casos de Manaus e Natal?).

Os cearenses estão assustados. O Brasil assiste a agonia desse estado. E o pior: ainda não há explicações sobre os motivos que ocasionaram os ataques. Mas o que se sabe até agora??

  • Foram 89 ataques que teve um efeito dominó. Começou em Fortaleza, depois foi para a Região Metropolitana da capital e agora está no interior (acontecendo ao mesmo tempo);

Cidades do Ceará afetadas

  • Até agora são 25 cidades atingidas: Fortaleza, Tianguá, Pacatuba, Horizonte, Maracanaú, Caucaia, Pindoretama, Eusébio, Morada Nova, Jaguaruana, Canindé, Piquet Carneiro, Morrinhos, Aracoiaba, Baturité, Juazeiro do Norte, Guaiúba, Acaraú, Massapê, Pacajus, Ibaretama, Icapuí, Pacoti, Sobral e Jijoca de Jericoacoara;
  • Não há o registro de vítimas, apenas de feridos (três). Um casal de idosos e um motorista de ônibus;
  • Não há um pronunciamento oficial da Secretaria da Segurança e Defesa Social do Ceará sobre os motivos do ataque. Mas, segundo o presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, Cláudio Justa, os ataques são uma represália a uma fala do secretário de Administração Penitenciária (SAP), Luis Mauro Albuquerque sobre o maior rigor na fiscalização penitenciária e que o Estado não reconheceria facções em presídios. Foram vistas em pichações em prédios públicos de Fortaleza, frases como “não parar até o secretário sair”, “fora Mauro Albuquerque”;
  • Segundo o Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança, as duas principais facções do estado se uniram em um “pacto de união”, com o objetivo de “unir forças contra o Estado”;
  • Até agora foram presos 86 pessoas e 112 presos foram autuados seja por desobediência, resistência e motim;

Resposta do governo e serviços afetados

  • A resposta do governo estadual: o governador Camilo Santana (PT) pediu apoio a Força Nacional, Exército e Força de Intervenção Integrada;
  • Enquanto a crise não se resolve, antecipou a nomeação de uma turma de 220 novos agentes penitenciários, que estava prevista para março;
  • Dessa maneira, o governo nomeou 373 novos policiais militares, já formados;
  • Enquanto isso, a Força Nacional começou a chegar no estado na noite de sexta;
  • Serviços afetados: frota de ônibus em Fortaleza e Região Metropolitana reduzida e sob escolta; um viaduto na BR-020 em Caucaia teve sua estrutura comprometida, após uma coluna ter sido danificada por uma bomba; lojas da Enel, distribuidora de energia de Fortaleza, foram fechadas na sexta (04); na periferia de Fortaleza, a coleta de lixo foi suspensa segundo a população.

Sobre a chegada da Força Nacional no estado, clique aqui

Assim, a situação do estado continua sem nenhuma solução imediata e em um impasse. Enquanto isso, o cearense fica preso e com a sua capacidade de se locomover pela cidade (seja na capital ou no interior) completamente comprometida. O Ceará agoniza.

Internacional: Protestos na França

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