Fake news: Como estão entre nós?

Fake news. Não há assunto que esteja tão na moda quanto este. Hoje em dia, a gente desconfia e, ao mesmo tempo, acredita em tudo. Estamos em uma era de pós-verdade.

A pós-verdade está muito ligada com as fake News. Muito mais do que imaginamos. Mas antes de qualquer coisa, a fake sempre esteve entre nós. Desde sempre. Mas daqui a pouco, chegaremos lá.

Em 2016, a Universidade de Oxford elegeu “pós-verdade” como a palavra daquele ano. E esse novo neologismo nada mais é que as crenças pessoais tem mais peso que os fatos objetivos em si. Ou seja, a verdade fica cada vez mais com uma importância secundária e os conceitos e as convicções pessoais ganham mais peso para que se acredite naquilo que se vê ou que se passa e que qualquer coisa que vá contra aos conceitos e as convicções são tratados como afronta àquela personalidade em destaques.

E partindo desse princípio, as fake news encontram um terreno fértil para se desenvolver. E ficaram muito evidentes, com muito destaque, nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, no Brexit, no Reino Unido, nas eleições de 2018 no Brasil e, tudo indica, que ficarão muito mais nas eleições para presidente deste ano nos Estados Unidos e nas eleições municipais deste ano no Brasil.

Mas, temáticas mais específicas ficarão para as próximas semanas.

Fake news não são novas. Desde a Idade Média, há histórico de fake news. E avançando no tempo, as false news (podemos dizer que essa palavra é ancestral da atual) já estava presente no vocabulário inglês no século XIX e se referia aos boatos de grande circulação.

Fake news no passado

Sabe aquelas história que a gente escuta da Idade Média que reis, condes ou senhores desaparecem durante batalhas e voltam renovados, transformados? Então…

Naquela época, houve forte interferência de boatos (ou fake news mesmo) na caça às bruxas (Joana D’Arc foi uma das vítimas desses boatos), caças a judeus e até mesmo durante a Inquisição. Histórias que hoje se têm certeza que são falsas.

Adiantando no tempo, o século XX apresentou várias e várias vezes muitos boatos. A Primeira Guerra Mundial foi um prato cheio para isso. Para aumentar o ódio contra os alemães, havia a história de que os germânicos esmagavam crianças belgas contra os muros. Isso influenciou muito na crença, a princípio sobre o que os nazistas faziam durante a Segunda Guerra Mundial.

Regimes totalitários também se utilizavam de realidades paralelas, as fake news, para continuar o seu domínio. Os regimes nazista e soviético se utilizavam desse método para continuar seu domínio.

Fake news gera violência

Elas podem ser fatais. Literalmente. É o que acaba promovendo a “justiça com as próprias mãos”. Mas isso pode ter efeito fatal. Um dos casos mais famosos aconteceram no Guarujá, interior de São Paulo.

Uma mulher de 31 anos acabou sendo morta, linchada pelos moradores da comunidade onde morava, porque, segundo as “notícias” locais, ela sequestrava crianças e as matava para rituais de magia negra. No entanto, a informação era falsa.

Há outras situações que também geraram mortes como assassinatos que ocorreram na Índia.

Fake news atualmente

Tudo que a gente recebe pelo WhatsApp parece ser fake. Mas depende. Como assim? Isso mesmo. Se for alguém de confiança, provavelmente, você vai acreditar. Caso contrário, não.

Hoje, temos pressa para tudo. E para dar a informação. E a oferta de informação, é cada vez maior. Muito maior. Queremos ser o primeiro. Assim, não vemos o que estamos passando.

Mas temos casos que influenciam também o andamento político. Caso das eleições de 2016 nos Estados Unidos, hoje, com conhecimento que as fake news tiveram papel determinante para eleição de Donald Trump, no Brexit em 2016. Além de acusações de terem sido fundamentais nas eleições em 2018 no Brasil. E se mostram que podem ser fundamentais nas eleições presidenciais desse ano nos Estados Unidos e nos pleitos municipais no Brasil.

Fake news: um grande negócio

Espalhar notícias falsas virou um grande negócio e que gira bastante dinheiro. Isso acontece porque envolve políticos que serão eleitos.

O Correio Braziliense e o El País Brasil divulgaram reportagens completas sobre como esse negócio pode ser engenhosa e ser de difícil interceptação.

E movimenta muito dinheiro. Gira a economia de uma cidade inteira. Um exemplo? A eleição de Donald Trump em 2016 fez com que a economia da cidade de Veles, interior da Macedônia, fosse movimentada bastante. A maioria das fake news sobre as eleições americanas saíram de lá. E foram escritas por adolescentes. Incrível, não?! Um adolescente que trabalhou com isso chegou a ganhar 30 mil euros por mês. O salário médio lá era de apenas 350 euros.

E as notícias sobre as eleições americanas foram a das mais variadas. Desde que Michele Obama era na verdade um homem até que Hillary Claiton estava envolvida em uma rede de pedofilia. Temas que têm muito peso junto ao eleitorado conservador.

É toda uma movimentação financeira em que as principais potências do mundo (Estados Unidos e Reino Unido) não conseguem impedir e muito menos interceptar.

Como não cair em fake news?

A receita é mais simples que imagina. Basta utilizar o Google e ver em quantos sites o mesmo fato está publicado. Ele pode ser divulgado através de ângulos diferentes (ou a famosa linha editorial), mas se está em mais de um meio de comunicação, o que está lendo aconteceu. Caso contrário, desconfie.

Essa foi a primeira da série sobre fake news e como ela está entre nós. Na próxima da série, você vai ver sobre os enterros com caixões vazios em Manaus, no Amazonas, em Marabá, no Pará.

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1 Resultado

  1. Andreia disse:

    “Hoje, temos pressa para tudo. E para dar a informação. E a oferta de informação, é cada vez maior. Muito maior. Queremos ser o primeiro. Assim, não vemos o que estamos passando.”
    É isso! Muito bom!

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